O ano de 2014 trouxe à Associação CAIS o inquestionável mérito de cumprir 20 anos de vida.

Às festividades e honras recebidas, foram acrescidas, ainda com maior oportunidade, as devidas reflexões sobre a sua actividade, impacto e futuro.

Foi constituído o “Conselho Consultivo”, ponderada a abrangência da actividade da Associação no âmbito do complexo desafio que é a luta contra a pobreza e a exclusão social, recentrado o foco na Missão da CAIS, actualizado o organigrama e adoptadas medidas de controlo de eficiência e produtividade.

Evidências recorrentes exigiam adaptação a um contexto económico e social fragilizados. Os Relatórios de Actividade e Contas dos últimos 4 anos, incluindoo de 2013, o primeiro dirigido pela maioria dos actuais dirigentes e de pior resultado financeiro, mostraram uma forte tendência de desequilíbrio de exploração.

Em 2014, 27,5% (INE) da população portuguesa atingiu risco de pobreza ou exclusão social, contra 23% em 1995 (Pordata).

O foco da Missão da CAIS na “capacitação e empregabilidade” de uma população excluída ou em risco de exclusão social, mantém-se actual e, acreditamos, é um sério e assertivo esforço para inverter, sempre que aplicável,o ciclo do assistencialismo social acrescentando fortes benefícios para uma sociedade mais justa.

A Associação CAIS prosseguiu em 2014 a sua Missão de “promover apoio aos cidadãos marginalizados através da sua promoção como Pessoas com dignidade própria”, conforme se lê no artigo Segundo dos seus Estatutos elaborados há duas décadas atrás. Ainda que os termos tenham naturalmente sido revistos e adequados ao longo dos anos, em particular os que definem a Pessoa alvo, o «cliente» da Associação, a principal actividade então definida, apela à capacitação e regresso a uma actividade produtiva. Foi por esta visão que os Fundadores da Associação CAIS ergueram esforços e construíram, numa rede ímpar de solidariedade, o que ainda é hoje o mais visível dos micro-negócios sociais: A Revista CAIS.

A Direcção que dirigiu no biénio 2013-2014 a Associação, centrou os seus esforços na dinamização do vector “Capacitação e Empregabilidade”, dando continuidade a uma estratégia já em marcha, pelo menos, desde 2011 e que no fundo, vem reforçar a visão de luta contra o assistencialismo indiferenciado e da dignificação do cidadão através do seu próprio potencial de participação, com o regresso à actividade económica, exemplificada pelos Fundadores desta Instituição.

A Direcção da CAIS agradece a todos os que em 2014 colaboraram com trabalho, tempo, críticas, sugestões, donativos, produtos e serviços, possibilitando à Associação crescer e evoluir, centrada numa visão muito clara e procurando com isso complementar a sua acção com muitas outras, na complexa luta contra a pobreza e a exclusão social.

Em particular, saudamos o generoso envolvimento dos voluntários, educadores e mentores que ofereceram tempo, envolvimento humano e uma face amiga aos cidadãos que nos procuraram, em ambos os Centros CAIS, localizados respectivamente em Lisboa e no Porto.

Aos Mecenas, empresas e particulares, muitos anónimos e tantos que deram tanto e se desculparam de não poderem dar mais, o nosso profundo agradecimento. Na realidade, uma Associação com um legado e obrigações sociais tão exigentes, só pode ter sucesso se tiver os meios humanos e financeiros suficientes. Mas para além desta evidência, o gesto da pessoa que dá, por pequeno que seja, reforça e propaga uma cumplicidade solidária que a todos nos toca e nos ajuda a ir sempre mais além.

Também uma palavra de enorme apreço e gratidão dirigida à rede de parceiros institucionais com que a CAIS trabalha nos mais diversos quadrantes, nacionais e estrangeiros. Acreditamos no enorme potencial de desenvolvimento de sinergias entre instituições que lutam todas por uma sociedade mais justa. E assim continuaremos a esforçar-nos por melhorar a eficiência e eficácia deste princípio.

Finalmente, um agradecimento muito especial aos colaboradores e estagiários da Associação. Aos que partiram e aos que chegaram, aos que já confundemas paredes da CAIS como suas, aos que encontram nelas o espaço para crescerem. O ano de 2014 não foi por ventura dos mais fáceis, mas foi graças aos seus recursos humanos e à capacidade individual de cooperação que muitos obstáculos foram ultrapassados.

A todos, sem excepção, muito obrigado em nome da Direcção da Associação CAIS.

Consulte aqui o Relatório de Actividades e Contas de 2014 da Associação CAIS.